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Orkut privado

terça-feira, maio 26th, 2009

O mundo corporativo está perdendo o medo de conversar com aqueles que escolheram o ambiente digital para interagir com as marcas. Em parte pelo sucesso do Orkut dentro da internet brasileira, as empresas nacionais descobriram que os usuários que deixam opiniões nesse universo digital no final do dia nada mais são que consumidores. Gente que quer comprar e discutir com as marcas suas impressões dos produtos. “Esse é um romance que está bem próximo de acabar em casamento”, afirma Sérgio Cavalcanti, (sergio@nation.com.br) diretor da PeopleMedia, companhia especializada em fazer marketing no mundo das redes sociais. Ele acredita tanto na união dos clientes com os fabricantes de produtos e serviços que passou os últimos meses desenvolvendo uma versão em português de um software que funciona como um Orkut particular para corporações. O Sonets (www.sonets.com.br) permite a criação de redes sociais privadas sob administração das marcas interessadas em criar ambientes seguros de relacionamento com seus consumidores. É possível, por exemplo, estruturar fóruns de discussão, enquetes, classificados, publicar fotos, vídeos e até produzir blogs. Na prática significa investir de R$ 6.000 e R$ 7.800 mensais para ter o software funcionando com todas as atualizações necessárias e a manutenção da PeopleMedia. No preço não está incluído o gerenciamento do projeto que pode ser feito pelos profissionais do próprio cliente e a hospedagem do programa.

A novidade do Sonets é possibilitar a companhias de pequeno e médio porte a entrada estratégica nesse universo em total expansão. Cavalcanti afirma que sua intenção é proporcionar para cada empresa a chance de criar um modelo de relacionamento duradouro com aquelas pessoas que compram seus produtos ou querem ficar próximas da marca. “Na primeira fase das redes sociais pessoas buscavam pessoas. Agora são as empresas que procuram seus clientes para uma conversa franca e sem intermediários. Esse é o princípio do Sonets”, afirma o diretor da PeopleMedia.



AS REDES SOCIAIS E A ELEIÇÃO DE 2010: O CASO PERNAMBUCO

sábado, maio 16th, 2009

A revista Bites fez um estudo sobre a presença digital do governador Eduardo Campos (PSB) e do senador Jarbas Vasconcelos (PMDB) nas redes sociais



Marketing pré-pago

sexta-feira, abril 3rd, 2009

Em tempos de crise, o marketing de incentivo já aparece como uma opção real de aumento de vendas pelas empresas. A lógica desse modelo é simples. Vendedores, empregados e até consumidores recebem algum tipo de benefício para vender ou comprar determinados produtos. São prêmios ou até mesmo dinheiro em conta corrente. A novidade agora é a possibilidade do ganhador levar para casa mais minutos no seu celular pré-pago. Essa é a estratégia da Minucom, que estruturou um modelo de negócio no qual premiação é baseada em minutos para esses telefones móveis que já representam 80% dos 152 milhões de aparelhos em funcionamento no Brasil. “Em menos de 48 horas creditamos em reais o valor correspondente ao prêmio do dono do celular”, afirma Leandro Capozzielli, diretor da Minucom. Ele enxerga uma infinidade de oportunidades para marcas interessadas em estreitar o seu relacionamento com consumidores, em especial os donos de pré-pagos na sua maioria das classes CDE e também o mais jovens. No espectro de potenciais clientes da Minucom estão desde instituições financeiras, redes de varejo até companhias aéreas que podem transformar os pontos dos programas de fidelidade em minutos grátis. A Minucom funciona como uma intermediária nesse processo. A companhia modela os pacotes, compra minutos no atacado em todas as operadoras de telefonia móvel e faz a distribuição aos premiados. Tudo por uma rede online. “Como negociamos grandes volumes entramos nesse jogo pagando tarifas bem interessantes por cada minuto comprado”, diz Capozzielli. Esse valor pode variar entre R$ 0,60 a R$ 1,23. A diferença está no número de minutos que o cliente levará para casa.



A descoberta da Telefônica

quinta-feira, abril 2nd, 2009

Existe vida além dos fios de cobre. Essa foi a descoberta da operadora Telefônica ao desembarcar no mundo digital com uma ação publicitária que gerou muitos comentários e uma grande polêmica em torno do apresentador Marcelo Tas, do CQC. A empresa a celebridade para ajudar no posicionamento do Extreme. Em lugar de páginas de revista, jornais ou comerciais de TV, a companhia preferiu testar o poder das redes sociais. Tas foi escolhido porque é uma das estrelas desse mundo, em especial o Twitter, o microblog sensação entre os adeptos do universo digital. A reação começou em seguida a reportagem do jornal americano Wall Street Journal sobre o uso do Twitter como uma ferramenta publicitária. Tas, que tem 25 mil seguidores, foi contratado para publicar durante um ano no seu Twitter um link de algum site ou serviço relacionado ao tema da experiência de uso da banda larga. Essa combinação – celebridade, internet e pessoas emitindo suas opiniões livremente – acendeu o pavio da discussão. Falaram de quebra de ética, de compra de opinião de terceiros e de intenção da Telefônica de entrar sem pedir licença no ciberespaço. O próprio Tas criou os melhores argumentos para confundir os seus críticos. “Há muitos cubanos na rede que ainda acham que a internet não é uma invenção do capitalismo”, ironizou. O petardo tinha endereço certo: os xiitas 2.0 que acusaram a Telefônica e a Tas de profanar o sagrado mundo da web com propaganda. Do lado da Telefônica, apesar do susto inicial, a repercussão ainda está sendo analisada, mas ficou menor o medo de conversar com as pessoas que estão nas redes sociais. “Entramos de peito aberto e sabíamos que haveria polêmica”, afirma Marcelo Tripoli, diretor da iThink, responsável pela campanha. Esse resultado apontado por Tripoli pode ser traduzido em alguns aspectos. O primeiro deles foi a descoberta do efetivo poder das mídias sociais pela Telefônica. Mesmo com suas dimensões e o telhado de vidro, a companhia percebeu que pode se movimentar com alguma sutileza dentro do mundo da web 2.0. O outro ponto, que alguns enxergam como negativo, mas que outros veem como positivo, foi a quebra da virgindade do Twitter no Brasil como um instrumento de publicidade. E Tas anunciou que estaria devolvendo o dinheiro do contrato, mas era 1 de abril.



Uma questão de idade

terça-feira, fevereiro 3rd, 2009

O Pew Internet Project se transformou nos últimos anos na principal referência sobre os hábitos dos americanos em relação à internet. Os relatórios da organização são um dos melhores retratos dos efeitos da rede sobre as famílias, as comunidades e os grupos sociais nos EUA. O último estudo publicado na semana passada mostra como diversas gerações se relacionam com o mundo virtual. Há aspectos óbvios, como o fato de apenas 31% das pessoas com mais de 73% estarem conectadas à rede contra os 93% de até 17 anos. O trabalho dos pesquisadores Sydney Jones e Susannah Fox divide os usuários de internet dos EUA em seis categorias. Os mais novos (18-32) são denominados de Geração Y e os mais velhos de Geração G.I. (acima de 73 anos). Há ainda os teens online que estão na faixa dos 12 aos 17 anos. Um dos pontos relaciona o uso de email por essas gerações. E a conclusão comprova que essa ferramenta de correio eletrônico está ficando ultrapassada para os mais novos. Do universo pesquisado verificou-se que 74% dos internautas com mais de 64 anos são fãs do email como instrumento de comunicação no mundo digital. Quando a análise tem como alvo os mais jovens (12-17) essa regra não vale. Desse contingente 73% são adeptos do email, mas em 2004 esse número era de 89%. Na realidade, os teens usam as redes sociais como a sua plataforma de comunicação instantânea. Um ponto importante do estudo (veja tabela abaixo) compara hábitos das gerações. Os mais jovens, por exemplo, são jogadores regulares de games na rede e tem por hábito o envio de SMS’s sem comparação com as outras faixas etárias. Os usuários de 18 a 32 anos são maioria dos adultos online quando se trata de assistir à vídeos online e utilizar de redes sociais. Outro ponto importante do estudo mostra a baixa aderância dos mundos virtuais, como o Second Life, junto aos internautas americamos. Só 10% dos mais jovens visitam esses mundos e quando a idade avança esse percentual fica bem abaixo de 3%, e em alguns casos, chegando a 0% entre os mais velhos.



Vender é preciso

segunda-feira, janeiro 12th, 2009

O mundo corporativo colocou em 2008 os holofotes sobre os personagens da social media brasileira. As empresas perceberam a importância desse novo canal de comunicação interativo e não perderam tempo. Organizaram eventos, participaram de conferências, implementaram algumas estratégias tímidas e, sobretudo, emprestaram seu capital social para blogueiros, donos de comunidade no Orkut, no Flickr e em outras redes sociais. Alguns desses personagens responderam à altura e conseguiram estruturar um diálogo com as companhias. Era a época da bonança e gastar recursos para a construção de marcas junto aos atores desse novo mundo fazia sentido. Agora, em 2009, tudo será diferente. A social media do País precisa ajudar as empresas naquilo que elas mais querem em tempos de crise: vender. “Quem não oferecer essa resposta para os departamentos de marketing vai ficar fora do jogo. A época da festa acabou”, afirma um executivo de uma grande companhia multinacional que no ano passado investiu centenas de milhares de reais em ações de marca para a social media nacional. “Agora o que determina qualquer tipo de planejamento é o retorno sobre o investimento. Traduzindo: precisamos vender nossos produtos.” Essa percepção não é exclusiva desse executivo. Entrevistados por BITES outros diretores de marketing afirmaram que os blogs e quaisquer outros canais de comunicação 2.0 precisam oferecer respostas concretas para um ano que promete ser um dos mais duros desde o lançamento da versão comercial da internet em 1995. “Muitos dos meus colegas não tem a menor idéia como oferecer uma resposta para essa demanda”, afirma Marcelo Vitorino, empresário e acionista majoritário da rede de blogs InBlogs. “Quem não se profissionalizar continuará à espera de ganhar brindes das empresas.” Vitorino é mais radical. Ele diz que a social media do Brasil é imatura para enfrentar tempos de crise. E a situação não está realmente fácil. O lado positivo desse atual momento é que a redução nas verbas de marketing poderá colocar a internet no centro das atenções das áreas de marketing. Com pouco dinheiro, as companhias serão mais seletivas em seus investimentos em publicidade e irão procurar projetos capazes de oferecer retorno rápido com qualidade. E nesse ponto investir em estratégias digitais de relacionamento pode ser uma opção real para cumprir as metas de venda de 2009.


 



O dia com Glória

quinta-feira, dezembro 11th, 2008

Em alguns anos nada será como agora. Por isso, ninguém se espantará quando algum grupo de comunicação convidar gente comum que produz seu próprio conteúdo para uma conversa. Afinal nessa época, as grandes marcas do mundo da mídia já terão incorporado ao seu modelo de negócio a premissa da existência de conteúdo de qualidade fora das paredes dos seus escritórios. Essa lógica será tão invisível que poucos se lembrarão do dia em que a TV Globo reuniu em 09 de dezembro de 2008 um grupo de 50 pessoas com este objetivo. Poucos lembrarão esse encontro, mas quem foi terá a chance de relembrar a primeira vez que a TV Globo colocou diante de uma das suas maiores autoras de novelas, Gloria Perez, os personagens relevantes da mídia social brasileira. Lá estavam blogueiros, entusiastas do Flickr e uma das celebridades do Youtube, Guilherme Kaizen, conhecido pelo seu vídeo “Vida de um Emo.” Como parte de uma edição especial do “Café com Blog”, a conversa foi bastante produtiva. Os convidados da revista queriam saber como Gloria Perez vai apresentar um dos seus personagens na próxima novela das oito, Caminho das Índias, que estréia em janeiro. “Quero sugestões, críticas sobre o Indra (o personagem) porque ele será um blogueiro”, afirmou a autora. Integrante de um núcleo secundário da novela, ele terá uma visão particular da realidade brasileira. Indra utilizará o blog para registrar suas impressões desse País na visão de um jovem adolescente indiano. Por mais de duas horas, a autora, que estava acompanhada da sua pesquisadora Giovana Manfredi, ouviu idéias para a novela e até considerações sobre a construção desse personagem. De maneira bem tranquila, ela explicou sua relação com a tecnologia e disse que foi uma das primeiras pessoas a falar da Internet na TV brasileira. “Muitos não acreditaram quando em Explode Coração (1995) uma mulher conheceu um homem numa conversa pelo computador. Na época disseram que era impossível.” Após essa aposta, Gloria introduziu o tema da inovação tecnológica em outras produções. “Desse encontro sairão muitos desdobramentos porque tivemos um interlocutor privilegiado”, afirmou o publisher de Bites, Manoel Fernandes. Até então, a TV Globo não tinha produzido um movimento de tamanha envergadura junto às mídias sociais. “Acreditava que o blogueiro da novela seria o estereótipo daquilo que realmente somos, mas vejo muita seriedade no personagem que ela vai desenvolver”, explicou Luiz Yassuda, editor do blog que leva o seu nome. Ele não foi o único a se surpreender com Gloria Perez. “Agora, o conceito de blogs e produtores de conteúdo independentes será massificado”, disse Marcos Alencar, do Instante Jurídico.

Após a conversa, Glória Perez foi almoçar com os convidados de BITES e para um pequeno grupo formado por Ricardo Cabianca, Edney de Souza (Pólvora) e Guilherme Valadares (Papo de Homem) ela explicou a lógica do seu processo criação. A autora também falou sobre o blog real da novela, o Diário de Bordo, que será utilizado como um canal de comunicação interativo. Após o almoço, os participantes foram convidados a conhecer as instalações do Projac, que fica numa área de 160.000 metros quadrados de área construída em Jacarepaguá, subúrbio do Rio de Janeiro. A equipe da TV Globo apresentou o local onde ficam as peças de vestuário utilizadas pelos artistas da emissora e a fábrica que produz cada nova peça. O ponto alto da visita, sem dúvida, foi a visita ao estúdio da novela “Caminho Índia”, que estava iniciando as gravações com a protagonista Juliana Paes. Durante quase 20 minutos, a turma da Web 2.0 acompanhou o ensaio e conversou por alguns instantes com a atriz. “Gente, obrigada pela presença e também sou leitora de blogs”, afirmou a atriz, que também tem o seu próprio blog. O resultado desse dia com Glória Perez e nos bastidores da novela pode ser acompanhado no grupo de fotos do Flickr montado para centralizar as imagens captadas pelos celulares e câmeras dos convidados. Até a noite de hoje estavam lá 516 imagens.



O PR 2.0 e o Gaterlist

segunda-feira, novembro 17th, 2008

O jornalista quando termina a faculdade quer ser jornalista. Depende. Para a sorte do mercado nem todos recém-formados deixa a sala de aula em busca de uma oportunidade naquilo que é conhecido como a grande imprensa. Fernanda Lara é uma dessas exceções que merecem registro. Aos 24 anos, ela preferiu outra opção e se transformou na principal executiva do Gaterlist, um serviço que coloca em tempo real, de maneira ordenada, na lógica da web 2.0 os seus colegas de profissão e os assessores de imprensa. Com a ajuda de um grupo de investidores de Brasília, ela transformou uma idéia da época de estudante em um negócio. O Gaterlist usa os princípios dos serviços de busca, como o Google, e uma lógica de algoritmos matemáticos, análises estatísticas para deixar o jornalista mais próximo das suas fontes e da notícia. O serviço, que será lançado nesta quarta-feira, dia 19, é utilizar palavras-chaves no seu processo de pesquisa. Por exemplo, se um repórter de um grande jornal recebe a missão de escrever um texto sobre perfumes, ele poderá entrar no Gaterlist e digitar a expressão. Em seguida o sistema apresentará várias assessorias de imprensa que trabalham com esse produto, fontes de informação de universidades nacionais e até links para pautas já publicadas. “Queremos atender o jornalista com a melhor lógica de Web 2.0″, afirma Fernanda. “O Gaterlist está além de um simples repositório de press releases ou uma simples lista telefônica de assessores.” O produto, realmente, ultrapassa algumas fronteiras. Dentro do sistema há um publicador de releases no qual o assessor de comunicação pode escrever seus textos utilizando fotos e links para outros sites e disparar o conteúdo com mensagens personalizadas para a sua base de jornalistas. Há um recurso capaz de identificar como o email chegou ao seu destino: se ficou na caixa posta, foi lido ou encaminhado para outra pessoa. Há, por exemplo, um diário no qual o assessor pode manter informações atualizadas sobre o jornalista com quem costuma falar com freqüência. Ainda há o recurso de vender pautas através de um chat do próprio sistema. “Nossa intenção foi criar um espaço virtual onde o assessor e o jornalista resolvam seus problemas”, afirma Fernanda, que antes de lançar o Gaterlist fez uma pesquisa sobre as necessidades reais das 5.000 assessorias de imprensa existentes no Brasil. Esse é o seu universo de prospecção. Não à toa, ela tem passado as últimas semanas dentro do avião visitando clientes e fechando acordos com as áreas de comunicação das maiores empresas do País. O Gaterlist segue com determinação a lógica da web 2.0 onde o usuário final, no caso o jornalista, é o centro das atenções e tudo é feito para deixá-lo mais confortável em seu trabalho. Para o assessor de imprensa, o produto também agrega valor. Em função da lógica matemática e estatística por trás do banco de dados, o Gaterlist tem a capacidade de fazer um ranking dos profissionais de mídia impressa, de rádio e de televisão do País. Saber que William Bonner é o manda-chuva na TV Globo é algo óbvio. Difícil é entender quem é influente na redação do jornal A Crítica de Manaus. Para alguns, a publicação da capital do Amazonas pode não ter tanta importância, mas para o assessor de imprensa o que importa é a demanda do cliente. E nesse ponto, o Gaterlist é uma grande ajuda.



Todos querem fazer monitoramento

terça-feira, outubro 7th, 2008

Alessandro Barbosa Lima é o decano do monitoramento de redes sociais (comunidades on-line e blogs) no Brasil. Em 2004 após concluir o mestrado na Universidade de São Paulo (USP), ele e seu sócio Jairson Vitorino transformaram a tese numa empresa, a E-Life. Nos primeiros momentos, a dupla chegava nos potenciais clientes com o argumento que descobrir o que o mundo digital estava falando das marcas era algo relevante. Por um bom tempo, a E-Life voou em céu de brigadeiro. Empresas internacionais com produtos semelhantes nunca se interessaram pelo mercado local em função da dificuldade de traduzir os softwares para o trabalho. Dessa forma, a E-Life evangelizou o mercado e chegou ao atual patamar de mais de 30 clientes, desde instituições financeiras e grandes companhias. O desafio da E-Life agora é manter essa dianteira. O cenário fica cada dia mais difícil porque outras empresas estão lançando produtos similares com a mesma promessa de entrega de resultados. “Há espaço para quem é sério e de certa forma só ficarão os mais qualificados”, afirma Barbosa Lima. Os ataques estão chegando de todos os lados. Um deles vai partir da Pólvora Comunicação, que tem entre seus sócios Edney de Souza, o pioneiro das mídias sociais brasileiras e um dos primeiros blogueiros com relevância do Brasil. “Existe uma demanda de nossos clientes e vamos ajudá-los a buscar essa resposta”, afirma Edney. A Pólvora pretende utilizar os relatórios para elaborar estratégias de relacionamento com os protagonistas das mídias sociais. Nesse ponto, Edney e Barbosa Lima ficarão em campos opostos. Barbosa Lima acredita na separação entre quem faz a pesquisa daquele que executa a operação. “Nesse aspecto queremos ser iguais ao Ibope. Nunca vi o instituto fazendo campanhas eleitorais para políticos. O Ibope só faz pesquisas”, diz Barbosa Lima. A visão de Edney é bem diferente. Para o diretor da Pólvora, as empresas que estão nesse mercado precisam entregar respostas completas aos seus clientes. “É nossa missão ajudá-los a entender melhor o mundo das redes digitais de relacionamento e o monitoramento é um passo nessa direção”, afirma. A febre do monitoramento não pára na E-Life e na Pólvora. Há no mercado vários serviços à disposição. As assessorias de imprensa, por exemplo, estruturam produtos dessa natureza com o objetivo de ofertar esse mecanismo para os seus clientes. Companhias de pequeno porte e empresas estrangeiras ensaiam a entrada no País com ofertas de baixo custo, mas sem a entrega de relatórios em português. As metodologias variam pouco. A regra comum é identificar o volume de comentários e classificá-los em positivos, neutros e negativos. O trabalho é feito com a ajuda de robôs que varrem a Internet em busca das palavras-chave selecionadas pelos clientes e depois entram os analistas das empresas com a classificação manual de cada dado. É um trabalho braçal. Só que identificar o que falam das marcas dentro das redes sociais é apenas parte da tarefa. Ter um relatório quantitativo em mãos não significa nada e pode até virar um problema para quem acha que esses dados são suficientes. “Os números são irrelevantes diante do contexto no qual a marca foi elogiada ou comentada”, afirma Aloisio Sotero, BPO da Dufry Brasil. “Monitorar para dizer que está monitorando não significa nada.”



Jornal na TV

sexta-feira, setembro 26th, 2008

O foco da IdeaValley é criar serviços baseados em tecnologia para o mercado editorial. A estréia nesse universo, em 2004, aconteceu com o lançamento de um sistema de publicação digital, o Flip, capaz de colocar as páginas de jornais dentro da Internet. Desde então, a companhia montou uma substantiva carteira de clientes do porte do O Globo, no Rio de Janeiro, e das publicações do grupo RBS do Rio Grande do Sul. Agora, a IdeaValley resolveu sofisticar a sua distribuição do conteúdo dos seus clientes. O próximo passo será permitir aos jornais oferecer aos assinantes o acesso por meio de telefones celulares. A Gazeta de Vitória no Espírito Santo já está utilizando a versão mobile do Flip. A lógica da IdeaValley é bem simples. Hoje o conteúdo dos jornais que usam seu software está acessível para 49 milhões de pessoas, o número de brasileiros conectados à internet. Com a telefonia celular o contingente pode dobrar ou mesmo triplicar. “E não vamos parar nesse canal de distribuição”, afirma Juliana Laxe, diretora da empresa. “A intenção a médio prazo é permitir que as notícias dos jornais sejam acessadas através da televisão.” A aposta da IdeaValley é na expansão da tecnologia de TV Digital. Nesse novo mundo cada aparelho de TV, além de receber o sinal da emissora, poderá se conectar à internet. E em lugar de receber o jornal preferido na porta de casa, o consumidor terá como acessá-lo direto na sua TV. “A nossa estratégia é proporcionar várias portas de acesso ao seu conteúdo dos jornais”, afirma a executiva. O projeto do Flip TV ainda deve demorar a sair do papel, mas enquanto isso a IdeaValley continua pesquisando novas opções de tecnologia para o mundo editorial. A última é o “Repórter Digital” capaz de fazer a leitura dos textos publicados para deficientes visuais. Com todo esse portfólio, a IdeaValley tem hoje a hegemonia do mercado de publicações digitais de jornais. Sua concorrente mais próxima é a DigitalPages de São Paulo que tem como clientes o jornal O Estado de São Paulo e várias revistas da Editora Abril.